Custo da Cesta Básica cai em Sete Lagoas após cinco meses de alta

29/03/2016
Notícias Unifemm

Após cinco meses de altas consecutivas, os consumidores tiveram um pequeno alívio em fevereiro. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e Sociais – NEES, do Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM indica a primeira queda nos preços da Cesta Básica desde outubro de 2015. Mesmo com uma variação negativa, somente em 2016 o custo da alimentação no município subiu 5,88% nos primeiros meses do ano. O levantamento foi realizado em 15 estabelecimentos comerciais da cidade.

A Cesta Básica de Consumo Restrito, constituída por 13 produtos e indicada para a alimentação de um trabalhador adulto, apresentou uma queda de 4,52% em fevereiro se comparados os preços com janeiro. A cesta custou ao consumidor de Sete Lagoas R$360,05 e representa 40,01% do salário mínimo vigente. O tomate apresentou a maior queda no preço no período, muito à frente dos outros itens da cesta, com uma redução de 22,59%. De longe foi acompanhado pela batata (-8,91%), a carne de segunda (-5,23%) e a banana caturra (-3,84%). Entre as principais altas estão a manteiga 500g (18,08%), a farinha de trigo (13,02%) e o feijão carioquinha (7,1%).

A Cesta Básica de Consumo Familiar, composta por 45 produtos e indicada para uma família com quatro pessoas, teve um movimento contrário no período. O preço médio dos itens em Sete Lagoas teve uma pequena alta de 0,37% e custou ao consumidor R$733,28. Com esta alta, a cesta representa 83,33% do salário mínimo vigente e já acumula um aumento de 6,25% em 2016.

Com a queda, a Cesta Básica Restrita em Sete Lagoas chega a custar 10% mais baixo se comparados com os preços encontrados em Belo Horizonte, segundo a pesquisa do DIEESE. Na capital mineira, a cesta também apresentou redução em fevereiro, de 4,17%. De acordo com o DIEESE, houve elevação no valor da cesta básica em 13 das 27 capitais brasileiras pesquisadas.