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Memórias: Um Salto Maior

A Fundação Educacional Monsenhor Messias FEMM é mantenedora de cursos superiores desde 1969, quando criou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e, em seguida, em 1970, a Faculdade de Direito de Sete Lagoas. O grande envolvimento e o pioneirismo da FEMM com a educação superior proporcionaram a ampliação dos cursos e faculdades tornando-se uma referência para toda a região.

Na década de 1990, o então diretor geral de ensino, professor Marcelo Vianna, falava com orgulho de como haviam conseguido ampliar cursos e o número de alunos apostando na qualidade do ensino. Um exemplo que sempre usava era o do curso de Direito, que conseguiu manter como professores grandes profissionais da área, desembargadores e juízes capazes de articular as reflexões acadêmicas e a prática profissional. Na verdade, em todas as áreas se buscava essa interação, como ele dizia, entre o “saber e o saber-fazer”, o que acabou por construir cursos de qualidade, atraindo alunos da região do entorno e também de Belo Horizonte. No estacionamento do Campus, a quantidade de “especiais” evidenciava a cada dia o aumento do número de alunos.

Em fins da década de 1990, frente a novas exigências do MEC para renovação do reconhecimento dos cursos, o professor Marcelo buscou especialistas da área da educação para coordenar a elaboração de um novo projeto pedagógico para o curso de Direito. Buscando um pleno atendimento das exigências do Conselho Federal de Educação, foi feito um acordo de colaboração com a Faculdade de Direito da UFMG. Essa parceria redundou na contratação de professores doutores, recém-titulados, e que reforçaram um projeto de qualidade com ampliação de pesquisas e produção científica.

O ensino superior brasileiro é estruturado de forma a definir os direitos, as obrigações e exigências de cada uma das entidades em atuação no país. O Ministério da Educação e Cultura é o órgão nacional responsável pela avaliação e credenciamento, enfim, pela regulamentação dessas diferentes instituições de ensino. Assim, todas as Instituições de Educação Superior (IES), para funcionar, devem solicitar a autorização e, em seguida, o seu credenciamento. Dependendo da organização acadêmica apresentada, ela pode ser credenciada como: faculdade, centro universitário ou universidade.

No início dos anos 2000, a FEMM credenciou mais uma faculdade: a de Ciências Gerenciais, com oferta dos cursos de Administração, Ciências Econômicas e Ciências Contábeis. Contando com três faculdades e nove cursos já autorizados e/ou reconhecidos, e ainda apresentando resultados consistentes em relação à produção acadêmica de suas faculdades, o professor Marcelo reuniu um grupo de funcionários (professores e técnico-administrativos) para discutir a viabilidade de solicitar ao Ministério da Educação a transformação das três faculdades em um Centro Universitário.

Evidenciou-se, então, nessas discussões, que o compromisso com a cidade e região na oferta de um ensino de qualidade havia fortalecido a identidade social da Instituição permitindo que fosse almejado um salto maior em relação a sua inserção no mundo acadêmico e profissional. Alguns pontos tornaram-se balizadores na construção de uma IES de excelência e com maior autonomia institucional. Dentre eles destacamos:

• Buscou-se a valorização dos professores por meio de contratos expandidos e que permitissem a dedicação às atividades de pesquisa, extensão e orientação. Intensificou-se o apoio aos docentes em seu processo de qualificação.

• Ampliaram-se as condições de permanência do aluno trabalhador, facilitando o acesso à educação formal para camadas da população em condições socioeconômicas e culturais menos favorecidas e mantendo-se a qualidade do ensino. Foi criado o Centro de Apoio Psicopedagógico (CAPPS) e o Departamento de Serviço Social para apoio aos estudantes.

• Buscou-se introduzir e apoiar projetos inovadores que contribuíssem para ampliar as fronteiras e a diversidade do conhecimento, combatendo a fragmentação e estendendo o diálogo entre os diferentes saberes. Os diferentes cursos passaram a ter um espaço de interlocução e planejamento conjunto com a criação de instâncias de discussão e coordenação acadêmica.

• Desenvolveram-se ações com o intuito de conduzir à renovação da Instituição mediante constante interlocução e intercâmbio com outras comunidades acadêmicas e os diferentes atores sociais. Para tanto, a produção e divulgação de projetos de pesquisa e extensão foram incentivados tanto por meio de participação em eventos acadêmicos como também por meio de publicação em periódicos científicos internos e externos.

• Empreenderam-se ações para possibilitar a formação de uma cultura organizacional com vistas ao atendimento das necessidades acadêmico-administrativas, criando-se instâncias gerais de planejamento e avaliação das atividades que facilitassem a integração das unidades. Em 18 de janeiro de 2002, criou-se o Núcleo de Assessoramento, Avaliação, e Planejamento Pedagógico (NAPP).

Todo esse esforço envolveu os diferentes segmentos da IES. Funcionários, alunos e professores se dedicaram de maneira comovente na busca daquilo que havia se tornado o objetivo maior de todos: criar o primeiro centro universitário da cidade e região. Também a dedicação dos instituidores mostrava o compromisso da nossa mantenedora na ampliação e no fortalecimento de seu objetivo primeiro. Dotar a cidade e região de uma educação superior de qualidade.

É importante registrar o que nós, as autoras, testemunhamos quando foi efetivado o pedido de credenciamento do Centro Universitário de Sete Lagoas. O sistema de registro dos pedidos já era eletrônico e os processos eram apresentados diretamente no site do Ministério da Educação. Nos minutos finais que antecederam o fechamento do sistema, já quase meia-noite, conseguimos o protocolo de aceite do pedido e o Dr. Marcelo, como em todos os outros momentos de importância para a instituição, estava presente, apoiando e incentivando a todos e mostrando o quanto esse homem se comprometeu com todos os projetos que envolviam o crescimento da educação superior propostos pela FEMM. Era o dia 06 de setembro de 2002.

Em meio a todo esse processo de envolvimento e esforço fomos atingidos por uma tristeza profunda com a perda daquele que mais nutria os sonhos dessa conquista – Dr. Marcelo Vianna. Mas por todos nós e por sua memória, estávamos certos de que as marcas desse compromisso e envolvimento permaneceriam e que o Centro Universitário seria criado. Seguiu-se, portanto, um período de avaliação e planejamento necessários ao cumprimento das exigências feitas para se alcançar o credenciamento na condição de centro universitário.

O processo de reconhecimento envolve, além de toda a documentação pertinente, uma visita in loco feita por equipe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão vinculado ao MEC, com a responsabilidade de avaliar o ensino superior brasileiro. O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e a proposta de Estatuto, encaminhados como parte do pedido de credenciamento do Centro, foram aprovados e, em 2004, tivemos a primeira visita do INEP que em seu relatório aprovou o corpo docente e infraestrutura, recomendando reformulações no tocante à organização institucional.

As recomendações oriundas dessa visita orientaram a instituição no tocante à revisão da sua organização acadêmico-administrativa, permitindo a solicitação de uma nova visita realizada em junho de 2005, que recomendou o credenciamento do Centro Universitário. A tramitação desse processo nas demais instâncias do MEC exigiu, ainda, alguns investimentos traduzidos na ampliação do corpo docente com maior dedicação aos projetos de pesquisa e extensão, a ampliação da divulgação da produção acadêmica de alunos e professores, interna e externamente. Além disso, foram instituídas equipes de avaliação e acompanhamento nas diferentes áreas acadêmicas e administrativas.

Já com uma avaliação positiva do MEC para credenciamento das três faculdades em Centro Universitário, a FEMM incorporou o cargo de reitor na estrutura administrativa e, em 24 de fevereiro de 2005, empossou Dr. Antônio Fernandino de Castro Bahia Filho.

Finalmente, em 23 de junho de 2006, por meio da portaria MEC nº 1.193, foi criado o Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM o que atribuiu à Instituição de Ensino Superior níveis elevados de autonomia e dinamismo para contribuir com o desenvolvimento de Sete Lagoas e região.

Texto extraído da Revista em Comemoração aos 50 Anos da FEMM "Preparados para o Futuro". Edição 2016

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