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Feminicídio e violência contra a mulher são temas de debate no UNIFEMM

Os números são assustadores. Somente nos dois primeiros meses de 2019, ao menos 126 mulheres foram mortas no Brasil, segundo o estudo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Com o objetivo de criar um espaço qualificado de informação e discussão, o UNIFEMM realizu nesta quinta-feira, 14 de março, o debate “Feminicídio e Violência contra as mulheres”, no auditório, aberto ao público e com entrada franca.

O debate faz parte de uma série de ações realizadas pelo projeto “Educação para Relações Étnico Raciais, Cultura e Diversidade” do Centro Universitário, que também inclui uma intervenção nos corredores dos prédios do Campus sobre o tema. Para participar da conversa foram convidadas a professora Roseli de Oliveira Silva, as psicólogas Driely Crizólogo e Bárbara Preissel Marques. Também foram convidadas duas das organizadoras da Caminhada contra o Feminicídio, que será realizada neste domingo, 17 de março, com concentração na Praça Tiradentes às 9h, Gabriela Máximo e Camila Lopes.

“A violência contra a mulher de uma forma geral e o feminicídio em especial têm mobilizado a sociedade brasileira que está, aos poucos, se conscientizando desses fatos e da grande violação de direitos que eles representam”, observa Túlio Picinini, coordenador do projeto “Educação para Relações Étnico Raciais, Cultura e Diversidade”. Para o professor do curso de Direito, apesar de diversos casos ganharem espaço na imprensa e ter repercussão social, o tema ainda não gerou mudanças significativas nos comportamentos. “É preciso transformar a indignação das pessoas em ações efetivas através da mobilização social”, defende.

Segundo Túlio Picinini, essa mudança só acontecerá quando houver um envolvimento de toda a sociedade, incluindo uma mudança de postura das instituições públicas e seus agentes, como o Poder Judiciário, as polícias e as instituições privadas. “É preciso mudar a concepção de que a questão da violência contra a mulher é algo restrito à esfera privada dos sujeitos, para a compreensão de que a violência é algo que diz respeito a toda a sociedade, ou seja, é uma questão de interesse público”, garante.

Além de dar visibilidade e abrir um espaço qualificado para uma ampla discussão sobre um importante tema social, o debate também pode criar um espaço de encontro e articulação de pessoas engajadas no combate à violência contra a mulher. “Ações como essa demonstram que a violência contra a mulher não se restringe ao campo da vida privada ou das instituições públicas e podem, inclusive, encorajar a mudança de postura das vítimas, uma vez que as acolhe e se somam à causa”, defende o Túlio Picinini.

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